Rosácea: PARTE II


Dando continuidade à nossa série de posts sobre rosácea (se você não viu a primeira parte, clique aqui!), hoje vamos falar um pouco sobre suas classificações.

O National Rosacea Expert Committe publicou um sistema de estagiamento para rosácea, classificando-a em quatro subtipos:

Rosácea Eritemato Telangiectásia
Pacientes com história de flushing e eritema centro facial persistente. Áreas como pescoço, parte superior do tórax e orelhas, podem estar envolvidos. Telangiectasias são comuns nesse caso.
O avermelhamento pode ser agravado por vários fatores, entre eles: o álcool, sol, estresse, exercícios físicos e calor. Quem possui a rosácea, tem a sensação de estar com a pele pinicando ou queimando.

Rosácea Papulopustular
Caracteriza-se por eritema centro facial persistente com a presença de pápulas/pústulas. Nesse tipo, a rosácea lembra a acne - tanto que por muito tempo foi chamada de acne rosácea. Diferencia-se da acne vulgar pela ausência de comedões, embora as duas doenças possam coexistir. O eritema pode persistir por horas ou dias e pode resultar em edema não depressível, assemelhando-se à celulite facial.


Rosácea Fimatosa/Rinofima

Esse estágio de rosácea é observado após à Rosácea Eritema Telangiectásica ou papulopustular. A superfície da pele fica espessa, irregular e óstios dilatados. Apesar de sua apresentação ser mais comum na região do nariz, pode acometer outras áreas como: mento, fronte, orelhas e pálpebras. É comum em homens com mais de 40 anos e com o tempo, o nariz pode até dobrar de tamanho.

Rosácea Ocular
Acomete 3 a 58% dos pacientes com rosácea. Os sintomas incluem sensação de corpo estranho, secura, queimação, prurido, fotossensibilidade e visão borrada. 
O indicativo da doença é uma inflamação (chamada de blefarite) com avermelhamento e descamação na área dos cílios. Este tipo é o mais grave de todos, podendo evoluir para a perda da visão. Outros sinais incluem telangiectasias conjuntivas e nas margens palpebrais, escamas, crostas, erosões epiteliais puntatas, infiltrados e úlceras córneas.
Infecções estafilocócicas são comuns nesses pacientes.
Apesar da gravidade da doença ocular, não se relaciona com a rosácea facial, mas há correlação do quadro ocular com a tendência ao flushing.

Dessas 4 categorias, temos ainda um variante:

Rosácea Granulomatosa

É caracterizada por pápulas ou nódulos duros, amarelos, marrom-avermelhados, em geral localizados em regiões malares e áreas centro faciais. O quadro pode se grave e gerar cicatrizes.

Os sinais primários da Rosácea são:
  • Flushing;
  • Eritema persistente;
  • Pápulas e pústulas;
  • Telangiectasias.
Já os secundários são:
  • Queimação ou ardência;
  • Placas avermelhadas;
  • Aparência seca;
  • Edema;
  • Manifestações oculares;
  • Localização periférica;
  • Alterações fimatosas.
Logicamente que nós não poderemos trabalhar com estágios mais severos da rosácea, mas é importantíssimo sabermos identificar para podermos orientar melhor nossos pacientes e encaminhá-los ao médico dermatologista de nossa confiança.

Já em casos primários, devemos identificar por causa de sua sensibilidade (podendo desencadear reações alérgicas) e sua semelhança com acne vulgar. 

No próximo post vamos falar sobre os tratamentos disponíveis para a rosácea. Para não perder as atualizações do blog, assine nosso feed na lateral direita aqui do blog, e receba por e-mail! ;)

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