História da Depilação / Epilação



Já na época de Cleópatra, no antigo Egito, as mulheres já se depilavam. Dizem que elas teriam sido as primeiras a utilizar o extrato de sândalo, argila e mel; ingredientes que dariam origem a cera egípcia.
Mas, segundo crônicas dos anos 2000 a.C., cidadãos da Antiga Grécia também não suportavam a presença de pelos e usavam o estrigil. O estrigil era uma varinha de 16 à 30 cm de comprimento, com a ponta curva, que teria sido usado para raspar uma pasta a base de vegetais, cinzas e argila, que as gregas passavam sobre a pele quando queriam se depilar.
 
Imagem: Reprodução.

As sacerdotisas dos templos de Creta, que depilavam o corpo todo, chegavam a tomar uma bebida entorpecente para aliviar o sofrimento durante todo esse processo.


Na idade média, onde havia uma preocupação muito grande com o pudor, hábitos básicos de higiene como tomar banho, eram tidos como pecaminosos. Nessa época, a depilação era totalmente condenada, e quem ousasse tirar seus pelos poderia ser acusado de bruxaria ou heresia, e pagar pela vaidade com a própria vida.

Por muito tempo, os pelos pubianos e das axilas foram muito valorizados, como um símbolo máximo da feminilidade. Os pelos das axilas tinham um potencial erótico enorme e jamais eram tirados, pois permitiam que os homens vislumbrassem a coloração na região pubiana da mulher. Os pelos púbicos, por exemplo, eram usados em todo tipo de feitiçaria amorosa, para “amarrar” os homens, como mostram documentos da Inquisição.

Mas não só as civilizações muito antigas possuíam o hábito de arrancar os pelos. Na carta de Pero Vaz de Caminha, relatando suas primeiras impressões sobre o Brasil, já se viu registrado que as índias não possuíam pelo pubiano. A princípio, pensaram que elas simplesmente haviam nascido sem ele, mas pouco tempo depois descobriu-se que elas raspavam os pelos com a espinha do peixe-lixa.


Já na idade contemporânea, no século XX, as coisas mudaram muito. Em 1920, o período glorioso da estilista Coco Chanel, as roupas eram mais curtas, justas e consequentemente expunham mais partes do corpo, havendo a necessidade de se depilar.
Mas, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, tudo mudou. As tarefas nas fábricas exigiam movimentos com os braços e, por isso, os vestidos perderam as mangas. Deixar os pelos das axilas, esses elementos tão erotizados, à mostra seria então uma indecência sem tamanho. Portanto, a remoção deles começou a ser aconselhada às moças “de família”, primeiro nos Estados Unidos e, depois, em outras parte do mundo. 
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No Brasil, os primeiros anúncios de serviços de depilação, em salões de beleza das capitais, começaram a circular nas revistas femininas por volta de 1915.

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Tudo isso fez com que a depilação fosse se sofisticando , passando pelas décadas de 1940 e 1950, até chegar aos anos de 1960 e 1970, onde o movimento hippie pregava a liberdade total. Foi lançada então a moda dos cabelos longos desgrenhados, além de não retirar os pelos do corpo. Claro que isso não foi uma unanimidade, nem todos eram hippies e muitos continuaram com seus procedimentos de arrancar os pelos.

Aqui no Brasil, um país onde é verão durante nove meses do ano, esse hábito de depilar se espalhou rapidamente. Não é à toa que somos conhecidos internacionalmente pela Brazilian wax, ou seja, a depilação total do órgão reprodutor feminino. Especialmente depois dos anos 80, ter pelos se tornou sinônimo de sujeira e descuido. E para a mulher, principalmente, mostrar desatenção com o corpo virou um pecado.
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A busca pela depilação perfeita e resultados desastrosos da prática amadora de se depilar abriu brecha para a profissionalização de depiladoras, e hoje em dia existem diversas técnicas de depilação.

Falarei sobre as diversas técnicas de depilação num próximo post, não deixem de acompanhar! ;)

Espero que tenham gostado, voltem sempre! 
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