A importância da água destilada em tratamentos estéticos faciais




O uso da água destilada para procedimentos faciais é indispensável e pode auxiliar no bom resultado dos tratamentos. Mas você sabe porque não podemos usar água comum da torneira?
A água que sai pela torneira da nossa casa/clínica não é pura. Nela temos alguns componentes como cloro, flúor e biofilme.

Cloro

O cloro é um agente bactericida. É adicionado durante o tratamento, com o objetivo de eliminar bactérias e outros micro-organismos que podem estar presentes na água. O produto entregue ao consumidor deve conter, de acordo com o Ministério da Saúde, uma concentração mínima de 0,2 mg/l (miligramas por litro) de cloro residual.

Com o mesmo objetivo, algumas localidades utilizam o método de cloroamoniação no processo de desinfecção da água. De acordo com a Resolução SS nº 50 de 26/04/1995 da Secretaria de Estado da Saúde, a água destes sistemas deve conter um mínimo de 2,0 mg/l como cloro residual total.

Flúor

O flúor é um elemento químico adicionado à água de abastecimento, pois auxilia na proteção dos dentes contra a cárie.
O teor de flúor na água é definido de acordo com o clima e a temperatura de cada região, pois isso afeta o consumo médio diário de água por pessoa. Para o Estado de São Paulo, o teor ideal de flúor é de 0,7 mg/l (miligramas por litro), podendo variar entre 0,6 a 0,8 mg/l. A ausência temporária ou variações da substância não tornam a água imprópria para consumo.

Biofilme

O biofilme é formado dentro da tubulação da água. Pode ser formado por mais de uma espécie de microorganismos, em função da sua duração e localização.
Pode envolver bactérias gram-positivas, bactérias gram-negativas, vírus e leveduras.
Os biofilmes podem ser produzidos a partir de polissacarídeos (celulose, carboidrato, gomas, etc.) ou proteínas (gelatina, glúten, etc.), e ser de origem animal, vegetal ou microbiano. Entre as variedades de biofilmes, há uma classe que foi definida como comestíveis e biodegradáveis. Os biofilmes podem ser classificados, quanto sua origem, de duas maneiras: naturais ou sintéticos. Os naturais são formados a partir da aglomeração de microorganismos que estão dispostos em uma superfície coberta por água e unidos devido à secreção de uma substância viscosa, como exemplo o limbo. Quando estas superfícies estão em contato direto com a água e expostas à radiação solar, acarretam aos microorganismos características que os classificam como fototróficos ou fotossintetizante, ou seja, organismos capazes de converter luz em ATP, energia eletromagnética (luz) em ATP necessário para seu desenvolvimento. Já os sintéticos, são feitos a partir de polissacarídeos, como por exemplo, amido e pectina; Ou proteínas, como glúten e gelatina.

É importante ressaltar que biofilmes microbianos são produzidos por culturas puras de bactérias e por consórcios de microrganismos, que podem incluir fungos, protozoários e algas.

Dentre todos os microrganismos, são as bactérias que, em condições favoráveis, mais freqüentemente produzem biofilme, ainda que algumas apresentem, naturalmente, uma maior aptidão que outras. Seus reduzidos tamanhos, elevadas taxas de reprodução, grande capacidade de adaptação e de produção de substâncias e estruturas extracelulares que as protegem do meio circundante são as principais características que as tornam excelentes organismos capazes de colonizar qualquer superfície, até mesmo em condições extremas. Alcaligenes, Bacillus, Enterobacter, Flavobacterium, Pseudomonas e Staphylococcus são gêneros de bactérias freqüentemente encontrados em biofilmes. (CAPELLETTI, 2006)

Processo de Formação

O processo de Formação inicia-se com um colonizador primário, que adere a uma superfície, geralmente contendo proteínas ou outros compostos orgânicos. Este se desenvolve, originando microcolônias que sintetizam uma matriz exopolissacarídica (EPS), que passam a atuar como substrato para a aderência de microrganismos, os colonizadores secundários. Estes, por sua vez, podem se aderir diretamente aos colonizadores primários, ou promoverem a formação de coagregados com outros microrganismos e então se aderirem aos colonizadores primários (KYAW, ____). O acumulo de biofilme em superfícies é um fenômeno natural que acontece em meios aquosos e resulta de processos físicos, químicos e biológicos que ocorrem simultaneamente. (MACHADO, 2005)



Na Figura acima estão esquematizadas as diferentes etapas de formação de biofilme:

• Etapa 1- Transporte de células livres do meio líquido para uma superfície sólida e sua subsequente fixação;
• Etapa 2- Crescimento e divisão de células fixas à custa de nutrientes provenientes do líquido circundante, conjuntamente com a produção e excreção de EPS;
• Etapa 3- Fixação de células bacterianas flutuantes (e outras partículas), contribuindo para a acumulação do biofilme;
• Etapa 4- Libertação de material celular por vários tipos de mecanismos:
  (a) erosão superficial (perda de células individuais),
  (b) descolamento (“sloughing off”),
  (c) abrasão e
  (d) ataque por predadores.

Então ao utilizar a água da torneira, estamos colocando a pele da paciente em contato com componentes químicos e microorganismos.

Vale lembrar também que equipamentos como vapor de ozônio são danificados pelo cloro presente na água, sendo necessário o uso da água destilada também.









Água destilada
 
Água destilada é a água obtida por meio da destilação (condensação do vapor de água obtido pela ebulição ou pela evaporação) de água não pura (que contém outras substâncias dissolvidas).
O uso da água destilada garante melhor resultado e assepsia em tratamentos faciais estéticos.
Pode ser encontrada em casa de materiais descartáveis em galões de 1 a 5lts ou se preferir existem em lojas especializadas equipamentos destiladores de água.

Experimente usar a água destilada em seus procedimentos e observe a diferença!

Espero que tenham gostado !

Obrigada pela visita, voltem sempre!

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